Em resposta aos danos causados pelas fortes chuvas que atingem regiões do Sudeste e do Norte do país, o governo federal anunciou, nesta segunda-feira (2), a liberação de R$ 11,5 milhões em recursos emergenciais. O valor será dividido entre quatro municípios gravemente impactados, com o objetivo de financiar ações de defesa civil, assistência humanitária e o início da reconstrução de infraestruturas.
As portarias que autorizam os repasses foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). A medida ocorre em um momento crítico, em que diversas cidades mineiras e paraenses enfrentam as consequências do transbordamento de rios e de deslizamentos de terra.
Distribuição dos recursos
O estado de Minas Gerais, especialmente a região da Zona da Mata, concentra a maior parte do investimento anunciado. O município de Ubá (MG) receberá a maior parcela, com R$ 5,8 milhões, seguido por Ouro Verde de Minas (MG), com R$ 4,4 milhões. A cidade de Pequeri (MG) contará com R$ 282,4 mil. No Norte do país, Eldorado do Carajás (PA) receberá R$ 962,6 mil.
Até o momento, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) já destinou um total de R$ 16,1 milhões às cidades mais afetadas pelo atual período chuvoso, incluindo Juiz de Fora e Matias Barbosa.
Reforço na saúde pública
Além do apoio financeiro para obras emergenciais e acolhimento de desabrigados, o governo federal mobilizou uma força-tarefa por meio do Ministério da Saúde. O foco é garantir que o sistema de saúde local não entre em colapso diante da alta demanda gerada pela crise climática.
Foram entregues 50 novas ambulâncias do SAMU 192, destinadas a 33 municípios. Segundo o ministro Alexandre Padilha, as viaturas são equipadas com ventiladores mecânicos, desfibriladores e oxímetros, permitindo atendimento qualificado durante o transporte até o hospital.
Para evitar possível desabastecimento de medicamentos, foram destinados R$ 16,4 milhões à assistência farmacêutica. Nove kits de medicamentos emergenciais já estão em operação, contendo antibióticos, analgésicos e anti-hipertensivos, além de insumos básicos, como gaze e luvas. Cada kit tem capacidade para atender até 1.500 pessoas por mês, o que representa assistência potencial a mais de 13 mil pessoas no período.
A liberação dos valores seguiu critérios técnicos baseados no número de desabrigados e na gravidade dos danos relatados pelas prefeituras. Segundo o Ministério da Saúde, o fortalecimento do atendimento móvel e a ampliação dos estoques de insumos são medidas essenciais para enfrentar os desafios impostos pela crise climática à saúde pública.
Com informações Agência Brasil
